Quero um projeto que seja a minha cara! (e a importância do trabalho em parceria)

Quero um projeto que seja a minha cara! (e a importância do trabalho em parceria)

Arquitetura, Identidade

Para colocar aquele seu projeto em prática, com certeza você está buscando boas soluções, não é mesmo?

Talvez seja a reforma ou construção da sua casa, a decoração do seu apartamento ou até mesmo a elaboração da sua loja ou restaurante. Não importa: para você, o que interessa mesmo é que o seu projeto seja bem executado, bonito e que olhe para ele todos os dias e pense “Poxa, eu adoro esse lugar, ele é minha cara!”.

Um bom escritório de arquitetura conseguirá desvendar cada detalhe dos seus desejos e executará todo o seu projeto pensando sempre em te agradar e superar as suas expectativas!

Então, continue aqui com a gente que iremos explicar por que a equação clientes + arquitetos é uma parceria de sucesso! Vamos lá?

 

Como elaborar um projeto com identidade?

Nós arquitetos só podemos elaborar a proposta de um cliente através da apuração detalhada das suas necessidades e dificuldades projetuais. É esse estudo das preferências estéticas e espaciais, transposto para o desenho final, que garantem a identidade de um projeto. Por isso dizemos que o cliente é sempre um co-criador no trabalho.

Para interpretar essas preferências, valemo-nos de todas as referências teóricas e estéticas da história da arquitetura. Uma parte de nossos clientes já têm uma ideia formada de como concretizar suas preferências, geralmente baseadas em tendências correntes, principalmente no que se refere a revestimentos. Por isso, é muito mais frequente recorrermos ao Modernismo do que utilizarmos os conceitos Góticos ou Românicos, para atender  a  essas demandas, por exemplo. (Abordaremos sobre moda e atemporalidade em arquitetura um pouco mais à frente.)

Algumas vezes não consideramos essas solicitações “boas”. Acreditamos muito no ditado popular que nos ensina que “Gosto não se discute”, mas aqui, leia-se “boas” como: adequadas, harmônicas e funcionais. Nessas horas, informarmos tecnicamente as razões de aquele detalhe não ser adequado, evitando expressões como não gostamos disso”, “isso não fica bonito” ou ainda “não combina”.

Conversar com o seu arquiteto de forma tranquila e transparente, oferecendo aberturas para o debate das melhores soluções estéticas e funcionais é o mais recomendado. Afinal, é o seu dinheiro, você pagou pelo serviço, não o desvalorize. Dessa forma, vocês terão muito mais chances de criar um projeto com identidade! 🙂

 

Conversa vai, conversa vem…

Reunião de projeto
(Fonte: Divulgação)

A primeira etapa de qualquer metodologia projetual, tanto em Projetos de Interiores quanto em Projetos de Arquitetura, é o “Programa de Necessidades”. (Clique aqui e conheça detalhadamente a nossa metodologia!)

Nessa etapa, buscamos coletar todos os aspectos da identidade do cliente que for importante para a composição do seu ambiente cores, formas e texturas preferidas e suas necessidades de espaço. A partir de orientações iniciais, como “Gosto mais de clean”, “Prefiro o clássico”, “Adoro aqueles lustres de cristal”, pesquisamos diversas referências, de vários estilos diferentes, e apresentamos ao cliente para saber a reação, embora nem sempre reflitam o que eles realmente querem de verdade.

Foi assim que soubemos, por exemplo, que uma cliente específica odeia ladrilho hidráulico, referências vintage e clássicas. Ela também informava para nós que adorava ambientes com cores brancas, beges e cinzas, mas, misteriosamente, quando mostrávamos imagens de ambientes com essas mesmas cores, ela não gostava porque estava “muito branco, bege e cinza”. (Em nosso Pinterest, você encontra algumas de nossas referências!)

É também no Programa de Necessidades que extraímos do cliente em quais ambientes ele se sente melhor: aconchegados ou com espaço livre. Novamente utilizando o exemplo da mesma cliente que gostava de tudo “branco, bege e cinza”, quando mostramos para ela uma imagem de um ambiente minimalista japonês, ela ficou horrorizada, sentindo-se sozinha no mundo dentro daquele espaço.

A maioria dos clientes não têm ideias estéticas amadurecidas na cabeça, sendo que precisamos ajudá-lo a conhecer melhor suas preferências e apresentar novos conceitos, muitas vezes novos para eles. Como já falou Gilberto Gil, “o povo sabe o que quer, mas o povo também quer o que não sabe”. 🙂

 

Depois disso eu terei um projeto único?

foto arquitetônica
(Foto: Thong Vo. Fonte: Unsplash)

Bom, não é bem assim. A originalidade é uma combinação de conceitos que já podem existir (mais comum) ou serem criados (mais raro).

A discussão é ampla e debatida nas cadeiras das universidades há muito tempo, mas o que podemos dizer para você é que a moda influencia sobremaneira a execução de um trabalho de arquitetura. Nós queremos e devemos realizar os desejos dos clientes da melhor maneira possível e oferecer inovação na medida certa, mas os clientes são frequentemente influenciados pela mídia, solicitando cores, tecidos, materiais e itens técnicos como iluminação artificial, por exemplo, de determinada revista ou perfil de Instagram.

Embora algumas pessoas busquem projetos únicos, principalmente quando se trata de edificações, uma atemporalidade não necessariamente torna um projeto original. Podemos ter trabalhos originais que não são atemporais, por exemplo. Eles podem ser inventivos, diferentes de tudo o que já foi feito, mas tornarem-se uma moda logo em seguida –pela cópia– e com pouco tempo depois “fora de moda”.

 

E como isso se aplica no resultado final?

Projeto
(Fonte: Pexel)

Independente das solicitações dos clientes e dos itens de moda, acreditamos que um projeto criativo deve unir dois conceitos-chave: utilidade e durabilidade.

A importância da utilidade parte do princípio de que se algo vai ser projetado é para ser usado. Portanto, o projeto deve atender as demandas funcionais e estéticas, levando sempre em conta as necessidades dos donos do projeto.

A durabilidade também é levada em consideração porque, em geral, o investimento do cliente é muito alto para a sua realização, portanto, deve durar o suficiente para compensar financeiramente.

Em um Projeto Comercial –lojas e restaurantes, por exemplo– o projeto servirá para dar um retorno financeiro, ou seja, tem como se pagar mais rapidamente, mas também deverá ser renovado num espaço de tempo menor para manter-se interessante. Neles ficamos mais à vontade para ousar mais, fazer coisas mais surpreendentes, lúdicas, mesmo que possam rapidamente “cansar” o usuário. (Confira aqui o nosso portfólio de projetos comerciais!)

Já em Projetos Residenciais, é muito mais importante tentar ser “atemporal” de alguma forma, no sentido de ser mais comedido nas formas, cores. O projeto deve ter um potencial de “cansar” bem reduzido, já que não traz retorno financeiro e só se paga pelo bem-estar dos usuários ao longo do tempo, portanto, deve durar muito mais. (Aqui você conhecerá os nossos projetos residenciais!)

Mas quando se fala em edificações, acreditamos que os espaços criados (vazios da arquitetura), esses sim, são atemporais. A espacialidade e sua percepção pelos usuários tem a ver com a experiência humana, com a condição humana, e isso não muda com o tempo –se um espaço tem escala humana ou se é monumental, por exemplo.

O que nos faz inovar nessas espacialidades (arquitetos em geral) são as nossas possibilidades técnicas, que tem a ver com a nossa era, aliadas à nossa intenção quanto à impressão que queremos causar no usuário.

 

Entendeu?

Ufa! Vimos que para buscar a sua identidade em um projeto, é preciso entender quais são suas verdadeiras preferências e ter sempre o arquiteto como parceiro, mantendo o diálogo aberto e transparente entre vocês.

E agora que você já sabe a importância disso, que tal chamar a gente para criar o seu projeto? 😀

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